terça-feira, 29 de dezembro de 2009

O Ambiente na Encruzilhada. Por um futuro sustentável

Na conferência a que assistimos na Fundação Calouste Gulbenkian sobre “O Ambiente na Encruzilhada”, Pedro Martins Barata da Comissão das Alterações Climáticas falou sobre o possível desenvolvimento da “economia do carbono” e sobre o mercado do carbono. Este mercado tem a necessidade de delinear metas, sistemas de monitorização e relatórios de emissão e sanção. E é um incentivo para as reduções.

Julie Packard discursou sobre o futuro dos Oceanos.
Os oceanos sofreram um declínio devido à poluição, perda de habitat costeiro, espécies invasivas, estado global e comercial das pescas e crescimento em mariscos. As alterações climáticas estão a mudar e têm impactos negativos nos oceanos.

Nitin Desai falou sobre a governança para o desenvolvimento sustentável.
A governança global enfrenta 3 défices: um défice de democracia, um défice de condescendência e um défice de coerência. Nós devemos ver para além do nacionalismo, da interdependência e do individualismo.

Alex Ellis falou sobre a perspectiva Europeia nas alterações climáticas.
Em 1945, preocupavam-se com o mundo e não com o ambiente, há países da União Europeia que ainda não se preocupam com o Ambiente e a Europa deve de trabalhar com países fora da UE.
Devemos aumentar normas e os níveis de qualidade do mundo.

Miranda Scheurs citou sobre os progressos e obstáculos de uma política de sustentabilidade com a Administração Obama.
Começou por citar as acções e iniciativas de G. W. Bush em relação ao Ambiente, mostrou vários gráficos sobre a emissão de gases com efeito de estufa, que a China é um factor na política climática na U.E. e as mudanças que a U.E. deve de fazer na política do clima entre outros e as ideias de Burack Obama para o futuro em relação ao ambiente.


Esta conferência abordou temas relacionados com o ambiente e a sustentabilidade - alterações climáticas, gestão dos recursos naturais e as questões económicas intrísecas ao tema.



Qualidade do Ar

O termo qualidade do ar é utilizada para definir qual o grau de poluição do ar existente.
Essa poluição atmosférica pode trazer um conjunto de problemas que vão desde os danos na saúde, ao aquecimento global da terra, a danos nos ecossistemas e construções, podendo ter origem em causas naturais ou antropogénicas como a indústria ou o tráfego rodoviário.

Na conferência “O Ambiente na Encruzilhada. Por um futuro sustentável” também abordaram temas relacionados com a qualidade do ar.


A emissão total de gases como o dióxido de carbono deve ser repartida. Isto está relacionado com o mercado de carbono, pois ele serve para a tradicional procura de soluções mais eficientes, ou seja, baixar o custo de cumprimento e é um estímulo a que os países se comprometam com reduções mais agressivas, se tiverem a flexibilidade acrescida que o mercado lhes concede. O mercado do carbono precisa de metas quantificadas ambiciosas, de sistemas de verificação e reporte de emissões e de sanções. O mercado de carbono serviu historicamente para a tradicional procura de soluções mais eficientes, ou seja, baixar o custo de cumprimento e como estímulo a que os países se comprometam com reduções mais agressivas, se tiverem a flexibilidade acrescida que o mercado lhes concede. De 2007 para hoje o mercado de carbono mudou, para pior.
O Grande desafio para Copenhaga é a comparabilidade de esforços
Nova posição americana:
Todos devem ter trajectórias de emissão
Países desenvolvidos devem ter metas quantificadas
Países em desenvolvimento devem ter um registo de NAMAs (acções de larga escala)

Mas…
Os EUA parecem não querer um sistema internacional de reconhecimento da acção mútua, não querem uma unidade única de conta com regras de monitorização e verificação mais “soft” sem mecanismos de sancionamento por incumprimento.
RAZÃO: receio de não ser ratificado pelo Congresso

Com estas posições, EUA podem ditar o fim da “arquitectura de Quioto” mas o eventual preço a pagar por ter “no mesmo barco” EUA e China pode passar por um repensar da arquitectura internacional, sem se perder contudo o essencial de Quioto e, até, suprindo algumas das suas falhas.


Hiperligações relacionadas com a conferência “O Ambiente na encruzilhada. Por um futuro sustentável” e com a Cimeira de Copenhaga.


quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Melhoria acústica em espaços escolares

1. Escolha dois espaços escolares diferentes.

Os espaços escolhidos por nós foram o bar e a sala de convívio.


2. Indique 3 a 5 medidas que tenham sido adoptadas em termo de acústica.

No bar as paredes são rugosas, algumas mesas e cadeiras são em madeira mas outras em inox, uma das paredes que dá acesso ao refeitório é feita de portas de vidro rugoso, o tecto é no feitio de uma caixa de ovos e as janelas para o pátio são em vidro liso.

Na sala de convívio as paredes têm placards de cortiça nas paredes, as mesas, bancos e cadeiras têm o tampo de madeira e o resto em ferro, as paredes são rugosas, a porta é de madeira, e á volta das janelas pequenas que estão voltadas para dentro do pavilhão são de madeira, as janelas voltadas para o pátio são de vidro mas têm um pequeno espaço entre o vidro e os estores.


3. Indique 3 a 5 medidas que possam ser adoptadas para melhorar a acústica de cada espaço, de acordo com a função a que se destina.

No bar no sitio onde estão as portas de vidro rugoso que dão acesso ao refeitório podia ser feito uma parede com materiais isolantes, nas paredes colocar quadros, nas janelas que estão voltadas para o pátio colocar cortinados, substituição das mesas e cadeiras por outras que absorvam melhor o som.

Na sala de convívio utilizar lã de rocha nas paredes, nas janelas pequenas que estão voltadas para dentro do pavilhão por vidros duplos, a parede voltada para dentro do pavilhão podia ser forrada a cortiça e a colocação de ”borrachas” nos pés das mesas, cadeiras e bancos.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Transmissão, absorção e reflexão do som

Transmissão

A transmissão do som pelos materiais (transmissão do som de um compartimento para outro adjacente). O som é uma vibração mecânica que os nossos dispositivos auditivos conseguem captar. A vibração é uma função do peso ou densidade do elemento. A eficácia do isolamento de uma parede rígida é, aproximadamente, proporcional ao logaritmo da massa por unidade de superfície de parede. Se aumentarmos a massa de uma parede, aumentamos a dificuldade na penetração do som.



Absorção

Os absorventes não deixam o som passar de um ambiente para o outro e evitam eco. Ao contrário dos isolantes, são materiais leves, de baixa densidade, fibrosos ou de poros abertos. Assim que tem grande poder de isolamento acústico quase não tem poder de absorção. Exemplos: lã ou fibra de vidro revestido, manta de poliuretano, forrações com cortiça, carpetes grossos e cortinas pesadas, entre outros tecidos.
Tipicamente, os materiais porosos são mais eficazes nas altas frequências, os ressoadores nas médias e as membranas nas baixas.

Materiais Porosos:
O mecanismo de absorção sonora destes materiais baseia-se na existência de poros e interstícios. Quando as ondas sonoras destes materiais incidem nestes materiais fibrosos transferem parte da sua energia no movimento das fibras que resistem por fricção entre elas, e para o ar das cavidades internas por onde se propaga devido ao atrito do ar (viscosidade). É por isso a energia sonora transformasse em calor.
Exemplos de materiais porosos: Reposteiros; Alcatifas; Massas porosas c/ fibras minerais; Placas de fibra de madeira; Aglomerado negro de cortiça; Mantas de fibras minerais (lã de rocha; lã de vidro).

Ressoadores de Helmholtz:
Um ressoador de Helmholtz é um sistema formado por uma cavidade (de paredes rígidas) tendo uma única abertura estreita (figura 10). O ar do gargalo é colocado em vibração, entrando e saindo do gargalo, de modo idêntico ao que acontece num sistema mecânico massa/mola. A massa em movimento é a do ar contido no gargalo e a mola é o ar existente no volume interior.

Painéis ressonantes ou de membrana:
Estes painéis são extremamente eficazes e aconselháveis para atenuação nas baixas frequências, quando a distância ao elemento rígido a que deveriam ser colocados os sistemas porosos começa a ser demasiado elevada.
Estes sistemas absorvem as ondas sonoras pela vibração de toda a sua estrutura constituída por grandes áreas de painéis de pequena espessura e através de perdas calor por fricção nas suas fibras quando o material entra em flexão.

 

Reflexão
Em física o fenómeno da reflexão consiste na mudança da direcção de propagação da energia (desde que o ângulo de incidência não seja 0º). Consiste no retorno da energia incidente em direcção à região de onde ela é oriunda, após entrar em contacto com uma superfície reflectora.
A energia pode tanto estar manifestada na forma de ondas como transmitida através de partículas. Por isso, a reflexão é um fenómeno que se pode dar por um carácter electromagnético ou mecânico.
A reflexão difere da refracção porque nesta segunda, ocorre alteração nas características do meio por onde passa a onda.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Parâmetros físicos

Cor – a água para consumo não deve ter cor. A cor de uma água é consequência da presença de substâncias dissolvidas, quando pura e em grandes volumes a água é azulada. A coloração de uma água natural pode dever-se aos sólidos dissolvidos ou suspensos.
Para medirmos a cor de uma água temos de a comparar com soluções conhecidas.

Sabor e odor – referem-se a duas sensações que se manifestam conjuntamente, o que torna difícil a sua separação. São causados por impurezas orgânicas dissolvidas, a água para consumo não deve ter sabor nem odor.
Para determinar o sabor e o odor é através dos provadores.

Turvação –
é causada por matérias sólidas em suspensão (ex. silte argila, colóides, matéria orgânica, etc).
A sua determinação é realizada por comparação com uma mistura química de referência que produz uma refracção da luz convertível em NTU – unidades nefelométricas de turvação.

pH – muitas das reacções são controladas pelo valor do pH. O pH controla muitas reacções de natureza biológica e controla a actividade metabólica de organismos aquáticos.
Para determinarmos o pH podemos usar medidores de pH ou indicador de papel universal.

Acidez – a maioria das águas naturais, efluentes domésticos, e muitos efluentes industriais estão tamponizados principalmente com o tampão dióxido de carbono/bicarbonato. Podemos dizer que as águas com pH menor a 8,5 têm acidez.
A acidez mede-se através do pH.

Alcalinidade – dá a capacidade que um efluente tem para neutralizar um ácido forte. A alcalinidade numa água contribui fortemente para a sua capacidade tampão, o maior contributo para a alcalinidade da água vem dos carbonato e hidrogenocarbonato, qualquer outro efeito é referido como o efeito dos carbonatos.
A alcalinidade é medida por volumetria de neutralização, através da alcalinidade à fenolftaleína (TA) ou da alcalinidade total (TAC).

Condutividade - é uma medida da sua capacidade para conduzir a corrente eléctrica, relaciona-se com a concentração total de substâncias ionizadas na água, depende da temperatura.
Para a determinação da condutividade é necessária uma célula condutimétrica ligada a uma ponte de Wheatstone.

Oxigénio dissolvido - é o elemento principal no metabolismo dos microrganismos aeróbios que habitam as águas naturais ou os reactores para tratamento biológico de esgotos. É parâmetro de extrema relevância na legislação de classificação das águas naturais, bem como na composição de índices de qualidade de águas.
A determinação da concentração de oxigénio dissolvido em águas é também imprescindível para o desenvolvimento da análise da DBO (Demanda Bioquímica de Oxigénio), que representa o potencial de matéria orgânica biodegradável nas águas naturais ou em esgotos sanitários e muitos efluentes industriais.

Dureza - é a propriedade relacionada com a concentração de iões de determinados minerais dissolvidos nesta substância. A dureza da
água é predominantemente causada pela presença de sais de Cálcio e Magnésio, de modo que os principais iões levados em consideração na medição são os de Cálcio (Ca+) e (Mg+). Eventualmente também o Zinco, Estrôncio, Ferro ou Alumínio podem ser levados em conta na aferição da dureza.
A dureza é expressa em mg,CaCO3/l. Os dois principais métodos de determinação da dureza são o método de cálculo a partir das concentrações dos catiões bivalentes e a titulação complexométrica com EDTA.

Cloretos - estão presentes em quase todas as águas naturais. Podem provir de intrusões de águas salgadas, poluição por esgotos, percolação através de terrenos salgados e efluentes industriais. A presença deste elemento acelera os processos de corrosão em tubulação de aço e de alumínio, e altera o sabor da água.
Determina-se pelos métodos de Mohr e o método do nitrato de mercúrio.

Oxidabilidade - é uma medida convencional da contaminação de uma amostra de água por matérias orgânicas e inorgânicas oxidáveis.
A oxidabilidade deve ser pipetada por 25ml de amostra para um tubo de ensaio, juntando-lhe 5ml de ácido sulfúrico e agitando com cuidado. Coloca-se o tubo de ensaio em banho de ebulição durante 10 minutos. Junta-se 5ml da solução padrão e inicia-se a contagem do tempo, ao fim de 10 minutos junta-se 5ml da solução padrão e aguarda-se que a solução descolore. Deve-se titular enquanto a solução deve estar quente.






Grupo:
Ana Raposo
Diogo Rocha
Hugo Barbosa
Patrícia Bento

Vera Rodrigues

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Propriedades da água

6 - Possui uma elevada constante dieléctrica, 80 a 18ºC.

Constante dieléctrica (ε) – é uma propriedade do material isolante utilizado em capacitores que influi na capacitância total do dispositivo.
Para que possamos definir e entender o significado do alto valor da constante dieléctrica da água nós temos de nos familiarizarmos com a Lei de Coulomb, determinada pelo físico francês Charles Augustin de Coulomb (1736 - 1806), que investigou a força que existe entre duas partículas com carga. A sua Lei diz que tal força é directamente proporcional ao produto das cargas, e inversamente proporcional ao quadrado da distância que as separa, ou
F = (q1q2) / r2
Mas não é só isso, a força depende ainda do meio no qual as partículas estão imersas: tais forças são muito maiores se as partículas estiverem no ar do que se elas estiverem na água. De facto, a força coulombica é inversamente proporcional à constante dieléctrica do meio, donde a fórmula pode ser ajustada para esse novo parâmetro como
F = (q1q2) / D r2
Com D sendo o valor da constante dieléctrica do meio. Se q1 e q2 forem de sinais opostos, a força F é de atracção, e será negativa. Caso q1 e q2 forem de mesmo sinal, F será positiva, e será de repulsão. O importante aqui é o seguinte: quanto maior D menor F, e a água, como afirmamos, tem uma constante dieléctrica anormalmente grande quando comparada com outras substâncias.
Constantes dieléctricas de líquidos seleccionados (à 25 ºC)
Meio D
ar 1
acetona 20,7
etanol 24,30
benzeno 2,27
água 78,54
Ácido sulfúrico anidro 101

A tabela acima dá uma ideia dos valores das constantes dieléctricas, solventes orgânicos possuem D entre 2 e 10, álcoois entre 20 e 35. Somente umas poucas substâncias possuem D tão grande como, ou maior, do que a água.
Podemos definir a constante dieléctrica do meio como sendo a razão entre o trabalho necessário para separar cargas opostas a uma determinada distância no vácuo pelo trabalho necessário para separar as mesmas cargas quando imersas no meio. Assim sendo, podemos fazer algumas comparações: como o trabalho para separar partículas carregadas com cargas diferentes é inversamente proporcional à constante dieléctrica, o trabalho para separar duas tais partículas em água é 1/78,54 vezes aquela necessária para separa-las no ar, ou ainda
Trabalho necessário em água: 24,30
__________________________
Trabalho necessário em álcool: 78,54

Dando fé da inversão da proporcionalidade; o resultado é 0,309, ou 30,9%. Portanto, podemos afirmar que a água é pelo menos 30% melhor solvente que o álcool para sólidos iónicos cristalinos: o papel da água como solvente é tornar relativamente fácil separar os componentes iónicos já presentes no sólido pela tremenda diminuição das forças electrostáticas existentes entre eles.
Note que o momento dipolar, é uma propriedade exclusiva da molécula, e o valor para a água (1,85 m) não é excepcional, compare com o etanol (1,69 m). A constante dieléctrica é uma propriedade do meio como um todo, isto é, é o conjunto de um número muito grande de moléculas de água que determina a propriedade dieléctrica do solvente água. As ligações de hidrogénio são aquelas responsáveis pela alta constante dieléctrica da água. No gelo, aquelas ligações mantém as moléculas de água num arranjo fixo tridimensional, e podemos imaginar a água líquida como um gelo parcialmente quebrado, pois as moléculas de água movem-se em relação umas com as outras, mas ainda existindo um número considerável de ligações de hidrogénio entre elas. Assim sendo, D varia com a temperatura: para a água, D é 88,0 a 0 ºC, 78,5 a 25 ºC e 55,3 a 100 ºC, indicando que existem ligações de hidrogénio mesmo no ponto de ebulição. A ligação de hidrogénio orienta os dipolos individuais das moléculas de água, produzindo um arranjo ordenado de moléculas com uma separação bastante grande dos centros positivos e negativos do agregado. É essa organização de muitas moléculas na água líquida que é responsável pela sua alta constante dieléctrica.



7 - É um solvente polar que dissolve uma grande variedade de compostos iónicos ou moleculares.

A água exibe uma capacidade de dissolver compostos, tanto iónicos como moleculares, como nenhum outro líquido exibe.

Composto iónico – é um composto químico no qual existem iões ligados numa estrutura gradeada através de ligações iónicas. Para formar um composto iónico é necessário pelo menos um metal e um não-metal. O elemento metálico geralmente é um ião de carga positiva (catião), e o elemento não metálico um ião de carga negativa (anião).

A dissolução do sólido iónico resulta da separação dos iões de cargas opostas do material, sendo a água especialmente boa para dissolver os compostos iónicos, pois cada molécula de água tem uma extremidade positivamente carregada e outra negativamente carregada.Assim, uma molécula de água pode atrair um ião positivo (catião) à sua extremidade negativa e outro negativo (anião) à sua extremidade positiva. Quando um composto iónico se dissolve em água, cada anião fica cercado por moléculas de água com suas extremidades positivas em direcção ao ião, e cada catião fica cercado por extremidades negativas de diversas moléculas de água.Soluções boas condutoras de electricidade são consideradas electrólitos fortes, pois têm uma grande quantidade de iões livres em solução. Outras substâncias, que se solubilizam apenas parcialmente – e que, portanto, são más condutoras, são electrólitos fracos. Então, nem todos os compostos iónicos dissolvem-se completamente em água.


Compostos moleculares – são aqueles compostos que apresentam ligações covalentes entre seus átomos (intramoleculares). Sua temperatura de ebulição é menor do que a do composto iónico, e não conduz corrente eléctrica em nenhum estado físico.


A água é um composto molecular. Em 1 litro de água existem mais de 300 x 1023 moléculas. Cada molécula é formada por um átomo de oxigénio e dois átomos de hidrogénio, unidos por ligações covalentes. Esta ligação existe graças à atracção existente entre os electrões de um átomo e o núcleo do outro, e vice-versa. A estabilidade é atingida quando dois electrões, inicialmente nos orbitais de seus respectivos átomos, passam a frequentar regiões próximas a ambos os núcleos, simultaneamente. Estas regiões chamam-se orbitais moleculares - que são os responsáveis pela ligação covalente.A molécula não é linear! O ângulo entre as duas ligações O-H é de 104,5°. Este ângulo é próximo ao calculado pelo modelo da hibridização de orbitais atómicos. Neste caso, o O estaria hibridizado em sp3, sendo que dois orbitais já estariam preenchidos com electrões não ligantes. O ângulo esperado seria de 109°, uma geometria tetraédrica; a repulsão entre estes pares electrónicos, entretanto, pode provocar este pequeno desvio.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Parque Zoológico de Lagos


O Parque Zoológico de Lagos localiza-se na freguesia de Barão de S. João, do concelho de Lagos, o parque transmite bem-estar dos animais residentes, simplicidade arquitectónica e chamamento á reflexão.
O parque é
grande e destina-se principalmente aos visitantes.
O design dos espaços, o movimento de terras, a plantação de árvores, o transporte de troncos e pedras e um cuidado extremo nos pormenores de acordo com as espécies.
Começou a ser construído nos finais de 1997 e foi inaugurado no dia 16 de Novembro de 2000, com o apadrinhamento de Maria João Abreu e José Raposo. Hoje em dia o parque tem vários patrocinadores. Também alguns animais são
apadrinhados.
O parque zoológico de Lagos tem uma grande variedade de animais:
Cerca de 21 espécies de
mamíferos, 75 espécies aves e 4 espécies de répteis. E também tem uma pequena variedade de plantas.
No parque também podemos observar os animais visitantes que são animais que visitam regularmente o parque devido ao seu enquadramento geográfico e à quantidade de pontos de água e alimentação. A residir existe uma colónia de galinhas de água e pato-real que simplesmente escolheram o Parque para permanecer.
O parque tem vários projectos: a
Quinta Pedagógica (um espaço onde as crianças podem contactar com as espécies animais e vegetais), o Parque Zoológico de Lagos e o ISPA mantêm um protocolo estabelecido para a prossecução do estudo Resolução de Conflitos num Grupo de Macacos Capuchinho em Cativeiro, o Zoo de Lagos está incluído num itinerário de Passeio Fotográfico, o parque também tem um serviço de voluntariado e tempos livres, aposta na formação na Área de Zoologia e Tratadores de Animais Exóticos e também recebe visitas de estudo.

Uma Verdade Inconveniente




Uma verdade Inconveniente é um filme de Al Gore (candidato democrata derrotado por George W. Bush em 2000, Al Gore ganhou em 2007 o Prémio Nobel da Paz).


De 1995-2006 estão entre os 12 anos, 11 anos dos mais quentes. Desde 1850 o ano mais quente foi em 2005, em 2007 foi o 2º ou 3º ano mais quente.
Houve o aumento de 0.74 C entre 1906 – 2005, entre 1901 e 2000 tinha sido de 0.6 C.
Pelo menos desde 1980 houve o aumento de vapor de água.
A expansão da água e dos oceanos pela absorção de 80 % do calor do sistema climático e teve a consequência do aumento do nível do mar (1.8 mm/ano) entre 1961 e 2003.
Houve também as mudanças nas temperaturas e gelo no Árctico, qualidades de precipitação, salinidade do oceano, padrões de vento e eventos meteorológicos extremos (secas, precipitação forte, ondas de calor e ciclones tropicais).
Acerca da informação paleoclimática – o aquecimento não usual pelo menos nos últimos 1300 anos.
Há 125.000 anos atrás foi a última vez que as regiões polares tiveram significativamente mais quentes. (O aumento do nível do mar foi de 4 a 6 metros).

Até 1950 a concentração máxima de CO2 registada foi cerca de 300 ppm tendo ocorrido há 320 mil anos, o que originou um dos maiores picos de temperatura. Em 2004 a concentração de CO2 é de 378 ppm e prevê-se que em 2050 a concentração se eleve até valores entre os 450 e os 500 ppm.


As tempestades violentas tornaram-se cada vez mais comuns à medida que aumenta o clima da terra, os estudos feitos com outros modelos indicaram que as chuvas fortes se tornariam mais comuns em clima mais quente, mas outra nova análise é a primeira conduzida em escala global a simular diferenças entre tempestades em terra e em oceanos.

Em 2007, nas comemorações do Dia Internacional da Biodiversidade o tema que a marca é as alterações climáticas, e o profundo impacto que os processos associados a estas alterações estão a ter nos ecossistemas do mundo inteiro que agrava o declínio que se verifica para numerosas espécies de animais e plantas.
As principais causas identificadas como promotoras do declínio da biodiversidade são a modificação e destruição dos habitats, as alterações climáticas, as espécies exóticas invasoras e a sobre – exploração e a poluição generalizada.


As "alterações climáticas" aumentam o risco de propagação de novas doenças, típicas de climas mais quentes, para países da Europa Central, já foram detectados mosquitos originários do Mediterrâneo, que transmitem a doença da Leishmaniose. Esta doença é própria de regiões quentes de clima mediterrâneo como África, América Central e do Sul, Ásia e também do sul da Europa, e propagou-se rapidamente pela Alemanha e Dinamarca".
Também nos Estados Unidos da América, nos últimos três anos, todo o território passou a estar afectado pelo vírus 'West Nile', uma doença comum em África.

O aumento da emissão de gases de estufa está a matar os recifes de corais. Por volta de 2050, 98% dos corais hoje existentes terão desaparecido. As emissões de dióxido de carbono (CO2) e metano estão a provocar alterações químicas provavelmente irreversíveis nos oceanos, destruindo a vida de muitas espécies que se abrigam nos recifes coralíferos.

Se colocarmos uma rã numa panela com água quente ela salta de imediato para fora porque a rã é de sangue frio e apanha um grande choque. Mas se colocarmos uma rã dentro de uma panela com água fria como a água é o seu ambiente e a temperatura da água está próxima da sua a rã adapta-se, se metermos a panela ao lume a água vai aquecendo e a temperatura da rã vai aumentando, quando se aperceber que a temperatura está elevadíssima não tem forças para saltar e vai acabar por morrer.
Isto significa que a humanidade está a caminhar pacificamente para futuros cenários catastróficos provocados pelo efeito estufa e pelo aumento da temperatura Global e que se esta situação não for invertida pode causar situações já cientificamente provadas como a subida do nível dos Oceanos, o aquecimento global com o crescimento das zonas desérticas, escassez generalizada de água potável, alteração do regime agrícola e das culturas, desaparecimento de inúmeras zonas Costeiras e arquipélagos.

Devemo-nos preparar para outras ameaças para além das terroristas, porque são essas que mais podemos evitar. Para isso só precisamos de reciclar, poupar água e papel, ter cuidado com as emissões de CO2 e alertar para esta situação.



Pensamos que os problemas ambientais são exclusivamente obra do acaso, consequências de um trabalho mal feito desde a formação da Terra, e o que nos faz mais falta na compreensão de uma situação tão grave como esta é a ignorância de que somos nós a provocar este impacto ambiental, e que só nós podemos fazer algo para o prevenir. Muitas vezes, acontece que mais vale estarmos calados do que alertarmos para esses assuntos e perdermos o emprego. Mas não devemos ficar parados. Há, de certeza absoluta sempre algo a fazer.


terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Dia Mundial Da Terra




O dia da Terra foi criado no dia 22 de Abril de 1970 pelo Senador norte-americano Gaylord Nelson e foi ele que convocou o primeiro protesto nacional contra a poluição, com o objectivo de criar uma agenda ambiental, o protesto foi coordenado a nível nacional por Denis Hayes. Esse dia conduziu à criação da Agência de Protecção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) e a uma série de leis destinadas á protecção do ambiente. No protesto participaram duas mil universidades, dez mil escolas primárias e secundárias e centenas de comunidades.
Em 1972 se celebrou a primeira conferência internacional sobre o meio ambiente: a Conferência de Estocolmo. O Dia da Terra refere-se à tomada de consciência dos recursos naturais da Terra, à educação ambiental e à participação como cidadãos ambientalmente conscientes e responsáveis.
A partir de 1990, o dia 22 de Abril foi adoptado mundialmente como o Dia da Terra, dando um grande impulso aos esforços de reciclagem a nível mundial e ajudando a preparar o caminho para a ECO-92.
O Dia da Terra tornou-se um importante acontecimento educativo e informativo, vários grupos ecologistas utilizam-no como ocasião para avaliar os problemas do meio ambiente do planeta: a contaminação do ar, água e solos, a destruição de ecossistemas, centenas de milhares de plantas e espécies animais dizimadas, e o esgotamento de recursos não renováveis. Utiliza-se este dia também para insistir em soluções que permitam eliminar os efeitos negativos das actividades humanas. Estas soluções incluem a reciclagem de materiais manufacturados, preservação de recursos naturais como o petróleo e a energia, a proibição da utilização de produtos químicos danosos, o fim da destruição de habitats fundamentais como as florestas tropicais e a protecção de espécies ameaçadas.
Este dia não é reconhecido pela ONU.
Actualmente, uma organização internacional, a Rede Dia da Terra coordena eventos e actividades a nível mundial que celebram este dia.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Pegada Ecológica


A pegada ecológica é um indicador de sustentabilidade e que reúne indicações de áreas como resíduos, os transportes, habitação, alimentação e consumo de recursos naturais, produtos e serviços.
Exprime a área produtiva equivalente utilizada da terra e mar necessária para produzir os recursos utilizados e para assimilar os resíduos gerados por uma dada unidade de população.
A pegada ecológica de Portugal em 2001 é de 5,1 ha por habitante. E do mundo é 2,9 ha por habitante.
A Pegada Ecológica de muitos países, sobretudo dos mais desenvolvidos, é muito superior à sua área político-geográfica.
Para conseguirmos viver de um modo sustentável é necessário tomarmos algumas medidas. Como por exemplo a nível: alimentar, bens de consumo, transportes, serviços públicos e resíduos. Devemos procurar modos de vida mais sustentáveis para reduzirmos a nossa Pegada Ecológica.
Hoje em dia já podemos
calcular a nossa Pegada Ecológica, somando o contributo das diversas categorias de impacto ambiental.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

GEOTA


O GEOTA (Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente) é uma ONGA (Organização Não-Governamental de Ambiente).

O GEOTA é uma associação de defesa do ambiente e a promoção do desenvolvimento sustentável, segundo as vertentes da educação, da informação, da formação profissional, da reflexão e intervenção política, da cooperação para o desenvolvimento e da realização de acções para a resolução de problemas ambientais específicos. A sua existência enquanto grupo de reflexão e educação na área do ambiente remonta a 1981, mas só em 1986 se constitui legalmente. É uma associação aberta à participação de todos os interessados e conta actualmente com associados residentes em todo o País, incluindo as regiões autónomas e no estrangeiro. Estatisticamente, verifica-se uma predominância de jovens, muitos com formação universitária.
Os seus
princípios de actuação são:
Desenvolvimento sustentável
Trabalho voluntário de base
Competência
Independência e contra-poder
Postura construtiva
Postura irreverente
Aposta no associativismo
Idealismo nos objectivos, realismo na acção

O GEOTA tem a sua sede em Lisboa. E pode ter associados a partir dos seis anos, os associados tem vários direitos e deveres.
O GEOTA desenvolve actividades de promoção do turismo sustentável desde 1996. O GEOTA também desenvolveu vários projectos, que são: “
O Meu Ecoponto”, “Coastwatch”, “Reforma Fiscal Ambiental” e “Passa Palavra”.
O site do GEOTA tem vários documentos que podem ser consultados por todas as pessoas, também tem um espaço que é o
EcoRepórter onde se pode colocar e ver noticias ou reportagens.
O GEOTA tem uma agenda que pode ser consultada no seu site.

Site do GEOTA: www.geota.pt